Próximos Passos

(foto: Carolina Derivi/GVces)

(foto: Carolina Derivi/GVces)

A iniciativa Grandes Obras na Amazônia – Aprendizados e Diretrizes tem diante de si o desafio de provocar mudanças reais, como desdobramento de ampla disseminação do conhecimento aportado, articulação institucional e aplicação prática de suas recomendações. Assim, a finalização deste primeiro conjunto de diretrizes é também um começo: um convite para que mais instituições se engajem ativamente neste debate.

A IFC e o GVces já assumiram o compromisso de ampliar a articulação rumo à implementação das diretrizes por agentes públicos e empresas e fomentar a discussão com instituições financeiras e sociedade civil em 2017 e 2018. Uma oportunidade se avizinha com a constituição de um novo grupo de trabalho sobre deslocamentos compulsórios de populações. E aproximações já foram feitas com Peru e Colômbia rumo à internacionalização do processo e de seus resultados.

Do lado do setor empresarial, as diretrizes apontam caminhos concretos para que, no campo da autorregulação, empresas empreendedoras, construtoras e consultoras inovem suas práticas, muitas vezes estagnadas em um modus operandi que não combina com um novo perfil de investidores, e com velhas – e novas – demandas da sociedade brasileira.

Do lado do setor público, procura-se estimular uma discussão sobre instrumentos fundamentais neste tema, que são os planejamentos regionais e territoriais, bem como o uso de instâncias existentes – e outras a serem criadas – para a construção coletiva de agendas e fortalecimento de capacidades, bem como monitoramento do cumprimento das leis.

Para a sociedade civil e a academia, as diretrizes e os documentos que as acompanham são um convite para novos aprofundamentos. Este é um instrumento vivo que precisa ser continuamente questionado e revisto. Acreditamos que deste movimento de experimentação de novas práticas e continuado debate devem resultar propostas ainda mais completas, assim como outros desafios nos quais aprofundar.